segunda-feira, 22 de junho de 2015

Tudo ou nada...

O tempo passa...

Vai correndo a passos largos e ao mesmo tempo tudo parece estar irritantemente parado. As expectativas outrora enormes e tão disciplinadas quanto uma criança eufórica deserta por correr e brincar, desvanecem-se... dissolvem-se numa realidade que nos parece querer prender e embalar numa nefasta apatia que aceitamos de bom grado contra tudo o que desejamos... Somos cúmplices das nossas decisões e escravos das suas consequências...

A vontade de culpar quem nos rodeia, a malfadada sorte ou um destino teimoso que insiste em andar desalinhado com o roteiro que planeamos cuidadosamente ao pormenor todos os dias... um roteiro, traçado por um timoneiro que desconhece por completo a terra que pisa e que o viu nascer... Até que nos fartamos e gritamos para dentro em tom de promessa: Sem planos!

Bravo, agora continuamos à deriva... tal e qual como antes, a diferença é que não sabemos para onde vamos... São horas e horas a construir um puzzle... dias... semanas... meses de dedicação, entrega e uma enorme vontade de ver o resultado final... Pelo meio, momentos de vitória só pelo simples facto de termos conseguido fazer um pedaço de céu aqui... um pouco de mar ali... Até que a peça final do puzzle não encaixa, a dura e inevitável sensação que falhámos em algum sítio... Será a peça errada, trocada ou simplesmente não passa de um defeito do puzzle...

Dominados pela frustração, desmanchamos tudo na esperança de que na próxima vez tudo fique devidamente composto...

Porque a vida é feita de momentos que apenas fazem sentido se no final houver harmonia entre eles... um quadro só se torna uma obra admirável se os elementos que o compõem formarem algo que é muito mais do que a soma das suas partes. Não são meras pincelados compostos por pigmentos coloridos... é muito mais do que isso.

E não, não é uma mera teoria de Gestalt... é uma realidade que insistimos em contrariar para podermos viver com o puzzle incompleto.

sábado, 13 de junho de 2015

Eles lá sabem o que é amar…

O que é amar?

A capacidade de amar, não é uma virtude… é o que faz de nós humanos.

A capacidade de fazer os outros felizes, isso sim… não é preciso ser virtuoso mas um grande coração e uma grande dose de humildade.

Eles lá sabem o que é amar…

O amor conhece várias formas…  é autentico e não precisa de um rótulo…

Convém amar alguém com quem estamos, seja a namorar, casados ou qualquer outra coisa que lhe queiramos chamar. Mas não é preciso um estado civil para amar.

E se queremos preservar o que sentimos, por vezes é preciso tempo e distancia para que o que sentimos não seja minado por factores externos de quem se julga como uma entidade suprema capaz de ditar quando e onde uma relação deve ter forma e lugar…

Quando sentires as amarras alheias a instrumentalizar-te e a limitar os teus sonhos e desejos, liberta-te e afasta-te…  para teu bem mas acima de tudo para o bem de quem amas.

Às vezes esse pode muito bem ser o teu maior acto genuíno de amor. Porque o amor não se faz apenas de uma cama e beijos… mas de um calor de um abraço e da simples presença física no final do dia.

Podemos amar uma vida inteira sem estar com quem amamos… não podemos é amar alguém a vida inteira estando esse tempo todo com outra pessoa… não existe maior traição e mentira do que essa…

Não podes passar a tua vida a resolver os problemas dos outros… não podes apagar pequenos fogos quando existe um incêndio que ameaça tudo o que abraçaste e ao qual te dedicaste… Ao fazê-lo impedes que o incêndio se estinga por si…. Se não o fizeres, é quem te rodeia, em especial os que estão mais próximos de ti e que te amam que sofrem contigo.

Uma relação não é um fardo, não é uma rotina, não tem agenda, não é um contrato… mas exige comprometimento, tempo e dedicação. Amar, mais que cuidar, é desfrutar do que se sente pois só conseguimos fazer alguém feliz se estivermos realmente bem.

Amar é ser impaciente, não aceitar a distância, a ausência e o silêncio de bom e fazendo isso tudo respeitando o outro…

Amar é fazer quem tu amas feliz, deixares o teu umbigo de parte...

Dizem que o amor é cego… não é, mas pode cegar. E se te tornares cego, vais começar a perder quem realmente gosta de ti, um a seguir ao outro… e fazem-no, não porque não te amem ou não gostem de ti… simplesmente não aceitam a tua cegueira.

Antes de exigires algo de alguém, pergunta-te a ti mesmo o que fizeste tu por essa pessoa… qual foi a ultima vez que a fizeste sorrir