Amar… que coisa estranha é essa… que não é algo que o é no mesmo momento que decide querer ser outra coisa qualquer. Não, não é uma coisa… são muitas coisas.
É querer tocar, e TOCAR… é querer beijar, e BEIJAR… e fazê-lo com todo o nosso folego e toda a energia e força com que contraímos os olhos até que os lábios recuem ansiosamente, sedentos do próximo beijo.
Amar não é esperar, nem fazer esperar… por algo ou por alguém… não… o amor não se faz esperando…. O amor vive-se intensamente em cada olhar e cada palavra e faz isso alimentando-se do próprio tempo, devorando-o e guardando-o invejosamente só para si sem o partilhar, porque o tempo só existe naquele momento em que dura o beijo, o toque ou aquele abraço…
Porque esperar pelo amor não faz sentido… é como esperar pelo ar que respiramos. Não esperamos por respirar ou morremos asfixiados pela ausência do oxigénio que nos mantém vivos.
O amor não se deixa asfixiar pelo tempo… o tempo pausa-se com lábios que amam, que beijam, que se sentem… num momento apenas interrompido pelo abrir dos nossos olhos com um olhar cúmplice de si mesmo...
Amar é amar, não porque queremos mas porque simplesmente amamos, porque deixamos de saber o que fazer, com quem e onde… porque deixamos de amar ou ser amados…
Podemos escolher viver sem amar, mas só podemos amar, vivendo…

Sem comentários:
Enviar um comentário